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Mindelo celebra os 90 anos de Claridade

Brito-Semedo, 12 Mar 26

 

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Há datas que não pertencem apenas ao calendário: pertencem à memória profunda de um país. Em Março de 1936, um pequeno grupo de jovens escritores ousou dizer Cabo Verde de outra maneira. Chamaram a esse gesto Claridade – e, desde então, a palavra ganhou nova densidade nas ilhas.

 

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Val, Memória de Amizade

Brito-Semedo, 11 Mar 26

 

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A cadeira ficou. A amizade também.

 

 

A amizade é a memória viva do coração

 

 

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Quando Nhô Roque Sorriu

Brito-Semedo, 9 Mar 26

 

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Na última Alfinetada falei do ponto da ironia e da utilidade que teria um pequeno sinal gráfico capaz de avisar o leitor de que, a partir dali, convém ler com algum cuidado – ou, pelo menos, com algum sentido de humor. A ideia pode parecer moderna. Na verdade, não é: muito antes de a palavra circular com naturalidade nas conversas literárias das ilhas, Nhô Roque – António Aurélio Gonçalves – já tinha levado a ironia suficientemente a sério para lhe dedicar um pequeno ensaio.

 

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O sinal da ironia

Brito-Semedo, 6 Mar 26

 

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Há tempos, numa conversa com a editora de Germano Almeida, surgiu uma observação que me ficou na memória. Muitos alunos lêem os seus livros como se tudo fosse literal. Seguem a história, acompanham as personagens, mas deixam escapar aquilo que, na verdade, sustenta grande parte da arquitectura da escrita: a ironia.

 

A ironia não é mentira nem sarcasmo fácil. É, antes, uma forma refinada de inteligência literária. O autor afirma, mas desloca o sentido; elogia, mas deixa no ar uma interrogação; exagera apenas o suficiente para revelar a pequena comédia humana que se esconde nas situações mais banais do quotidiano.

 

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Li com interesse o anúncio da realização da 1.ª Feira Internacional do Livro de Cabo Verde. A iniciativa merece aplauso. Um país que lê é um país que pensa – e um país que pensa dificilmente se perde de si próprio.

 

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Em Março de 1936, quando surge Claridade em São Vicente, Cabo Verde existia como território administrado, mas ainda não se tinha assumido plenamente como sujeito de pensamento. Era descrito a partir de fora, enquadrado em categorias alheias, explicado por narrativas que raramente partiam da sua experiência concreta.

 

A revista não apresentou manifesto nem proclamou rupturas estridentes. Fez algo mais exigente: começou a olhar o país por dentro.

 

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Universalismo com sotaque

Brito-Semedo, 27 Fev 26

 

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Legenda: Entre a língua que se pensa e a língua que se escreve

 

 

Numa sala de aula qualquer do arquipélago, uma criança levanta o dedo, pensa em crioulo e responde em português. Nesse intervalo mínimo – quase invisível – cabe uma parte decisiva da história cultural de Cabo Verde. A UNESCO, em 1999, declara  que a educação deve começar na língua materna, princípio justo e humanamente irrefutável. Mas quando essa verdade, pensada à escala do mundo, chega às ilhas, encontra uma realidade mais densa do que supõe.

 

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Cabo Verde e a hora Crioula

Brito-Semedo, 26 Fev 26

 

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A realização, em finais de Maio, da primeira Cimeira das Nações Crioulas por iniciativa da Presidência da República sugere que Cabo Verde entra numa nova fase da sua reflexão sobre a crioulidade. Mais do que um encontro internacional, o momento convida a pensar se essa experiência histórica, durante muito tempo tratada sobretudo pela literatura e pelo ensaio, poderá tornar-se referência para a acção política e para a projecção atlântica do país.

 

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A primeira história geral do arquipélago disponível em língua inglesa, enquadrada numa tapeçaria regional, oceânica e global mais ampla.

 

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História, não troféu

Brito-Semedo, 17 Fev 26

 

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O debate em torno da expressão “nação crioula” tem mostrado, acima de tudo, a dificuldade em pensar Cabo Verde sem recorrer a fórmulas simples. Entre a vontade de ser o primeiro e o receio de ser apenas mais um, perde-se o essencial: compreender a história do país.

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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