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Teobaldo Virgínio Nobre de Melo era natural da Ponta do Sol, Ribeira Grande de Santo Antão, onde nasceu a 21 de Maio de 1924. Autor de vasta obra poética e ficcional, inspirada em Santo Antão, sua ilha natal, morreu no passado dia 03 de Dezembro, em Boston, EUA, onde residia havia várias décadas.

 

Membro da Academia Cabo-verdiana de Letras, tinha 96 anos, o que fazia dele o decano das letras crioulas. Em nota de pesar, o presidente Jorge Carlos Fonseca diz lamentar a morte de Teobaldo Virgínio, “figura que encarnava o modelo do intelectual cabo-verdiano do seu tempo: homem viajado, conhecedor do mundo, escritor e amante do seu torrão natal”.

 

Publicou o seu primeiro livro, Poemas cabo-verdianos, em 1960. No mesmo ano, publicou alguns poemas na revista Claridade, nº 9, juntamente com Arnaldo França, Jorge Pedro Barbosa, Virgílio Pires, sendo por isso considerado um claridoso de última vaga. Foram, ao todo, doze volumes publicados.

 

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Existe uma relação directa entre as elites intelectuais e a sua produção literária e o sistema dos regimes políticos vigentes no Cabo Verde independente – o Regime Político instaurado com a Independência e o Novo Regime Político instituído nos anos 90 e as Liberdades Individuais.

 

Regime Político Instalado com a Independência versus Elite Intelectual

 

A forma de luta política desencadeada no arquipélago a seguir ao 25 de Abril de 1974, sobretudo na ilha de São Vicente, e o processo de independência nacional com o projecto da unidade Guiné-Cabo Verde, com a instalação de um regime de partido único (PAIGC), de orientação marxista, hostilizou a elite intelectual claridosa, que se desmobilizou e ou dispersou-se. O romance Entre duas Bandeiras, de Teixeira de Sousa, publicado em 1994, retrata esse período conturbado vivido na época.

 

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O centro do mundo: Escrevendo de CV

Brito-Semedo, 25 Mai 20

 

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Imagem: Hélder Paz Monteiro(in) ver (tido) reflexo, 2018. Cortesia da artista.

 

 

Nossa edição de maio de 2020 é a nossa primeira dedicada à literatura de Cabo Verde, uma nação do arquipélago na África Ocidental cuja cultura incorpora influências portuguesas e africanas. Os nove textos aqui, incluindo a nossa primeira peça do crioulo cabo-verdiano, exploram a ocupação simultânea de Cabo Verde do centro e das margens do mundo. Manuel Brito-Semedo traça os contornos da cultura literária cabo-verdiana; em poesia e prosa, respectivamente, os vencedores do Prêmio Camões, Arménio Vieira e Germano Almeida, relatam a descoberta de entendimentos mais profundos do país e do eu, em Lisboa e na ilha de Boa Vista; Fátima Bettencourt sonha com o fim do mundo; Dina Salústio descreve o desejo de uma cidade de fazer seu nome; Luís Romano conta uma história de riqueza em trapos; Filinto Elísio acena para a lenda do jazz Horace Silver ' s Cabo-verdiano origina e pondera a linha entre existente e não. Com traduções de Anna Kushner, David Shook, Eric MB Becker, Jeff Hessney, Jethro Soutar e Nina Perrotta. (ver Revista Words Without Borders, Maio 2020).

 

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Duas décadas de escrita ficcional

Brito-Semedo, 28 Fev 20

 

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Lançado o mais recente romance de Germano de Almeida, O Último Mugido, título que dá continuidade a O Fiel Defunto (2018).

 

Pretexto para um breve balanço sobre a escrita ficcional cabo-verdiana deste Séc. XXI.

 

“Importa-me que Cabo Verde tenha uma alma, sim, e que nela caibam o som vigoroso e louco do vento no deserto ou o livre e mágico sopro da brisa batendo no coração do mar ou ainda a alegria sincopada de olhares se conhecendo.

 

Apraz-me que nessa alma caibam o choro, a compaixão, o prazer, a justiça. Que nela caibam todas as gentes, todas as cores, todos os sons livres, as nossas falas em risos, danças ou dores, e as falas do mundo e os seus silêncios. E o sopro da chuva.

 

Mas sabe, na verdade o que me interessa mesmo é que Cabo Verde seja a nossa alma”.

 

Dina Salústio, Filhos de Deus, 2018

 

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O Expresso das Ilhas comemora os 60 anos do Suplemento Cultural ao Cabo Verde Boletim de Propaganda e Informação e assinala o Dia Nacional da Cultura, celebrado a 18 de Outubro, com uma edição fac-similada do referido Suplemento.

 

No campo literário e científico, o Cabo Verde Boletim de Propaganda e Informação (Praia, Outubro 1949 a Julho-Setembro 1963) fez História. Todos, ou quase todos os intelectuais cabo-verdianos colaboraram nele. E não se limitaram a escrever textos literários. Escreveram sobre linguística, sociologia, arte e História de Cabo Verde. Promoveram-se concursos que revelaram novos valores das letras e do jornalismo cabo-verdiano, basta dizer que foi no Cabo Verde que fizeram a sua estreia literária na imprensa escritores como Gabriel Mariano, Terêncio Anahory, Jorge Pedro Barbosa e Francisco Lopes da Silva, só para citar alguns entre dezenas de outros que, ao longo dos anos, ir-se-iam revelando nas páginas do boletim.

 

Para comemorar a entrada do Cabo Verde no décimo ano da sua publicação, um grupo de estudantes universitários em Lisboa e Coimbra reuniu uma série de trabalhos para um Suplemento Cultural. Faziam parte desse grupo Aguinaldo Brito Fonseca, Francisco Lopes da Silva, Gabriel Mariano, Ovídio Martins, Carlos Alberto Monteiro Leite, José Augusto Monteiro Pinto, Sylvia Crato Monteiro, Terêncio Anahory e Yolanda Morazzo.

 

Uma nota-manifesto de abertura, assinada por Carlos Alberto Monteiro Leite, dá conta da determinação desses jovens: “Com a publicação deste suplemento, de que agora aparece o 1.º número, também queremos acender, com o maior alvoroço, um farol nos mares das nossas Ilhas, dando sinal à navegação de que estamos vivos e atentos”.

 

Manuel Brito-Semedo

 

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Chiquinho (1947) de Baltasar Lopes funciona como espelho-retrovisor para se ter referências e se poder orientar na leitura do Acushnet Avenue (Pelos Caminhos de Chiquinho) de José Cabral.

 

A aventura romanesca começa no navio Atalanta com Chiquinho a bordo. O rumo é Nor-noroeste. A proa era a América.

 

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"O Fiel Defunto", de Germano Almeida

Brito-Semedo, 30 Jun 18

  

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Autor de dezoito títulos – de que se destaca, O Meu Poeta (1989); O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (1991); A Ilha Fantástica (1994); Os Dois Irmãos (1995); Estórias de dentro de Casa (1996); Estórias contadas (1998); As memórias de um espírito (2001); O mar na Lajinha (2004); De Monte Cara Vê-se o mundo (2014); Regresso ao Paraíso (2015) e O Fiel Defunto (2018) – Germano Almeida é Prémio Camões 2018, o segundo escritor cabo-verdiano a ganhar esse prémio, atribuído anteriormente a Arménio Vieira, em 2009. A sorte dá muito trabalho!

 

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 Foto Rosa de Porcelana Editora

 

 

Quando criança, e jogávamos à bola, era tudo muito básico e as regras simples e práticas.

 

A começar, a bola era feita de bexiga de tchuque (porco) ou de meia enchida com trapos. Só muito depois é que chegaram as bolas de borracha e, posteriormente, as de cauchut (couro), mas essas já não são do meu tempo, mas do tempo dos meus filhos, se bem que nunca lhes tenha oferecido uma bola e já, já, poderão deduzir o porquê disso.

 

A constituição das equipas de futebol era de escolha baseada na habilidade ou no mérito de cada um. Dois adversários, normalmente os mais velhos, escolhiam os seus elementos na base de ora sou eu, ora és tu, dos melhores para os mais lofas, os menos bons, assim sucessivamente, até terminar, formando “DÔS” equipas. Eu, coitado, que era dos piores, ficava sempre para o fim, ou sobrava quando os “jogadores” disponíveis eram em número ímpar.

 

As regras, essas, eram as mais elementares e de acordo tácito. Eram “cinco trocada, dez acabada”, ou seja, quando uma equipa metia cinco golos trocava de baliza e de campo. O jogo incluía rasteiras, ponta pés na canela e fazer rabiquice, malandrice. O jogo acabava quando uma das equipas metia dez golos. Prático, né?!

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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