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Esquina do tempo por Brito-Semedo © 2010 - 2015 ♦ Design de Teresa Alves
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Brito-Semedo, 17 Set 25

Cabo Verde celebra a ciência com semanas temáticas e discursos inflamados. Mas quando o pano cai, o que sobra? Bolhas de sabão: coloridas, cintilantes, prontas a rebentar ao menor sopro de realidade.
Chamam-se “Prize for Girls in ICT”, “Scientific Excellence Awards” ou outra invenção com selo estrangeiro. Soa moderno, dá manchete fácil. Mas é só deslumbramento de vitrina: importa-se o nome, exporta-se a fotografia, e o essencial fica por fazer.
É sempre o mesmo guião: prémios a trabalhos já concluídos, cheques simbólicos, selfies em catadupa. No fundo, fotografia farta, ciência magra.
Premiar depois é cómodo; financiar antes é difícil. Só que ciência não se faz de palcos, mas de chão firme. Não se alimenta de slogans, mas de tempo, erro e continuidade.
Enquanto gastarmos energia a inventar programas pomposos em vez de criar condições reais, continuaremos a importar soluções e a exportar cérebros. Do sabão ao saber vai longa distância, mas é aí que se decide o futuro do país.
Bolha rebentada. Alvo atingido.
N.A. – Esta crónica faz parte da série Alfinetadas, onde se afinam ideias, se questionam anúncios e se convoca o bom senso, mesmo quando há confettis no ar.
P.S. – Este é o post nº 2.390.
– Manuel Brito-Semedo
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