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A primeira história geral do arquipélago disponível em língua inglesa, enquadrada numa tapeçaria regional, oceânica e global mais ampla.

 

Descrição

 

As ilhas de Cabo Verde são hoje um destino turístico popular, mas, para além dos guias de viagem, há pouco material publicado em inglês que aborde a sua história e cultura. Este livro oferece um relato acessível não apenas do passado das ilhas, mas também do seu lugar na história mais vasta das comunidades lusófonas do Atlântico Sul.

 

Habitadas pela primeira vez no século XV, as populações de Cabo Verde tiveram origens diversas. Algumas vieram de Portugal, outras chegaram como escravos provenientes da África continental, e um terceiro elemento foi constituído por exilados judeus da Península Ibérica. Desde os primeiros tempos, os habitantes desenvolveram uma cultura crioula mista, com a sua própria língua crioula de base portuguesa. Mantiveram relações estreitas com os povos da costa da Alta Guiné, onde muitos se fixaram, e com as ilhas da Guiné. Entretanto, o arquipélago tornou-se também um importante entreposto do tráfico atlântico de escravos.

 

Cabo Verde teve igualmente importância estratégica – a sua história deve ser compreendida num contexto global, mais amplo do que apenas o da história imperial portuguesa. Malyn Newitt preenche, assim, uma lacuna importante na bibliografia sobre a história atlântica, a escravatura e a diáspora africana no Atlântico.

 

Autor

 

Malyn Newitt, primeiro titular da Cátedra Charles Boxer no Departamento de História do King’s College de Londres, é autor de mais de vinte livros sobre a história africana e colonial portuguesa, incluindo A Short History of Mozambique e The Zambezi: A History, ambos publicados pela Hurst.

 

Informação editorial

 

Editora: C Hurst & Co Publishers Ltd
ISBN: 9781805264293
Número de páginas: 296
Dimensões: 216 × 138 mm
Idioma: Inglês

 

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Promessa de um livro, não ainda o livro

 

Não li a obra, apenas a sua apresentação traduzida para português. E, no entanto, há apresentações que deixam entrever mais do que prometem: revelam a ambição de retirar Cabo Verde da condição de margem para o recolocar no centro do Atlântico crioulo. Só essa mudança de perspectiva já merece atenção.

 

Fica, porém, a necessária prudência. Uma apresentação anuncia – não demonstra. Diz-nos o que o livro aspira ser, não aquilo que efectivamente realiza. A medida decisiva estará na capacidade de escutar – ou não – a experiência vivida das ilhas: a escassez transformada em engenho, a emigração tornada destino, a cultura erguida como resposta à adversidade.

 

Ainda assim, o sinal é inequívoco: Cabo Verde continua a obrigar o mundo a repensar o Atlântico.

 

Porque as ilhas não são apenas um ponto no mapa – são uma maneira singular de habitar o mundo.

 

 

Esquina do Tempo

 

 

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