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Das ilhas, que começaram por ser desertas, formou-se uma nação crioula, que resultou da mestiçagem do branco europeu e do negro africano, com uma cultura singular que traduz e patenteia essa simbiose.

 

Partindo da hipótese de que terá havido, não um, mas dois laboratórios de cultura, dois momentos e duas origens da nossa cabo-verdianidade, relacionados com as circunstâncias que fizeram com que as ilhas estivessem ligadas à economia-mundo, formulamos a tese de que a identidade crioula foi forjada no decurso de menos de quatro séculos – devido ao tipo de povoamento e os cruzamentos havidos, as secas e as fomes ocorridas, a emigração, na sua decorrência, e a instrução pública originando uma cultura compósita – cujo processo de “re-africanização” foi uma opção política e ideológica assumida como fundamentação para a luta armada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAIGC) e implementada com a independência nacional.

 

Este estudo apresenta factos e argumentos e procura questionar a narrativa africanista institucionalizada apresentando, em seu lugar, uma outra, numa perspectiva mais antropológica da História de Cabo Verde abrindo, assim, caminho para um debate descomplexado e sem qualquer carga ideológica sobre a identidade do cabo-verdiano.

 

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Palavras de Gratidão e Memória

 

Eu vim de longe

de muito longe

o que eu andei p'ra'qui chegar

– José Mário Branco

 

Vim de longe, muito longe… Basta dizer que aos 17 anos só tinha a quarta classe. Hoje estou a comemorar os 20 anos do meu doutoramento. E esse comemorar envolve celebrar, expressar gratidão, reflectir sobre o percurso e promover a partilha.

 

CELEBRAR – Festa do livro organizada pela Rosa de Porcelana Editora, num espaço memorável, com familiares e amigos (alguns de “diazá na munde” e outros mais recentes).

 

EXPRESSAR GRATIDÃO – A pessoas e instituições

  • Tese – Minha então companheira, Maria Emília Catela, pessoa e figura de primeira grandeza em todo o processo da minha formação académica; Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, pelo acolhimento, e os Professores Mesquitela Lima e Jill Dias, meus orientadores; Fundação da Ciência e Tecnologia, pelo patrocínio;
  • Livro – Editora Rosa de Porcelana, nas pessoas de Márcia Souto e Filinto Elísio Silva, pelo profissionalismo e qualidade da edição e divulgação; Artista plástico Luís Levy Lima pela linda capa; Garantia Seguradora, na pessoa do seu Presidente da Comissão Executiva, Dr. Jorge Alves, pelo patrocínio; Prefaciador da obra, Professor Doutor Jose Soliño; Apresentadora Professora Doutora Ana Maria Martinho.

 

REFLECTIR – As minhas memórias e as memórias das minhas ilhas crioulas.

 

PROMOVER – O meu legado às minhas Netas crioulas nos Estados Unidos e na Argentina e sua geração.

 

Sou devedor e grato a todos.

 

Manuel Brito-Semedo

 

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