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Fonte:

 

  1. Tarrafal: Chão Bom, Memórias e verdades – José Vicente Lopes, 2010;
  2. Verdades e mentiras do Campo de Trabalho de Chão Bom – José Pedro Castanheira, Expresso, Agosto 2010;
  3. Os Militares Portugueses e a Descolonização em Cabo Verde – Sandra Maria da Cunha Pires, 2021.

 

 

A prisão do Tarrafal não foi nunca um campo de concentração

 

  1. O Tarrafal funcionou, numa primeira fase, de 1936 a 1954, como cárcere para presos políticos de Portugal; e mais tarde, de 1962 a 1974, com o nome de Campo de Trabalho de Chão Bom, como penitenciária de nacionalistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

 

  1. O encerramento definitivo do Campo de Trabalho do Tarrafal, destinada a presos políticos, teve lugar no dia 7 de Junho de 1975 e não a 1 de Maio de 1974, conforme o Decreto-Lei nº 3/75, de 19 de Julho.

 

  1. Eventos de 17 e 18 de Dezembro de 1974, resultaram na prisão, ilegal e arbitrária, de 72 indivíduos, sobretudo nas ilhas de Santiago e São Vicente, adversários políticos do PAIGC,  os designados “inimigos do povo”, acusados de serem contra a independência nos moldes preconizados, “independência com o PAIGC”, “independência total e imediata”, “independência ou morte” e contra a “unidade Cabo Verde-Guiné”.

 

  1. Mesmo depois da proclamação da independência, ou por causa disso, a sanha dos novos donos do poder continuou e abriram-se outros “Tarrafais” com prisões arbitrárias torturas e mortes, de várias pessoas muito conhecidas no meio mindelense, em 1977, acusadas de planearem “actos terroristas”, para São Vicente e Santo Antão; de um grupo de pessoas em Santo Antão, em 1981, por protestar contra a Lei da Reforma Agrária; julgamentos em Tribunal Militar onde os juízes, os procuradores e os advogados provisionários eram nomeados de entre os militares-combatentes vindos de Conacri.

 

CAFÉ CENTRAL RCV: Especial "Conversas de Abril" com antropólogo Manuel Brito Semedo - 06 - 03 - 2024 (youtube.com)

 

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