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Brito-Semedo, 3 Jan 26

Memória, reflexão e permanência editorial
Há projectos que nascem para responder ao imediato e outros que se constroem para durar. A CRIoula MBS pretende inscrever-se nesta segunda categoria.
Mais do que uma editora no sentido convencional, a CRIoula MBS afirma-se como um projecto editorial de autor, pensado como espaço de permanência da palavra escrita, da memória cultural e da reflexão crítica sobre Cabo Verde e o seu lugar atlântico. Parte da convicção de que pensar é um acto fundador: reflectir, interrogar-se e revisitar a experiência colectiva é condição para criar, agir e projectar futuro. A escrita surge, assim, como exercício de autoconhecimento e como estímulo à imaginação cultural e cívica.
A CRIoula MBS nasce do cruzamento entre escrita, pensamento, arquivo e intervenção cívica – dimensões que têm marcado, ao longo de décadas, o percurso do autor. Não se limita a fixar memórias nem a organizar legados: procura compreender o passado para libertar possibilidades, transformando a reflexão em energia criativa e a palavra em instrumento de continuidade.
O Catálogo Editorial da CRIoula MBS organiza-se em torno de linhas claras, assumidas desde o início:
Escrita de intervenção e reflexão
Reúne ensaios, crónicas e textos de pensamento crítico sobre identidade, crioulidade, cultura, educação e cidadania. Trata-se de uma escrita que recusa a pressa do comentário efémero e aposta na densidade, no contexto e na responsabilidade da palavra pública. A reflexão não é aqui exercício contemplativo, mas gesto activo, capaz de iluminar escolhas, estimular criatividade e sustentar uma visão de futuro.
Memória, cultura e património
Inclui textos dedicados à memória urbana, às tradições culturais, às figuras marcantes da história intelectual cabo-verdiana e às experiências colectivas que ajudam a compreender o país para além das narrativas simplificadas. A memória é entendida não como nostalgia, mas como arquivo vivo e recurso crítico, indispensável para pensar o presente e imaginar novos caminhos.
Oralidade, conversa e comunidade
O catálogo integra também textos e projectos que nascem da palavra dita – conferências, conversas públicas, encontros culturais – assumindo a oralidade como forma legítima de pensamento e transmissão de saber. A conversa é aqui entendida como prática criativa e comunitária, lugar onde o pensamento se constrói em comum e ganha vocação de acção cultural.
Um projecto aberto
Assinalar (2026– ) no título do Catálogo não é um detalhe gráfico: é uma opção editorial consciente. A CRIoula MBS não se apresenta como catálogo fechado, mas como projecto em construção, atento ao tempo que passa, às questões emergentes e às conversas que importa continuar. É um processo aberto, pensado para crescer, dialogar, corrigir-se e reinventar-se.
Num contexto cultural marcado pela dispersão, pela urgência e pela lógica do consumo rápido, a CRIoula MBS propõe o inverso: tempo, cuidado e permanência. Não pretende competir com grandes circuitos editoriais, mas afirmar uma escala própria, coerente com a ideia de crioulidade enquanto experiência histórica complexa, plural e inacabada – e, precisamente por isso, aberta ao futuro.
A CRIoula MBS parte da memória, atravessa o presente e escreve com os olhos postos no futuro. Porque pensar é criar horizonte e a palavra, quando cuidada, é semente de continuidade.
– Manuel Brito-Semedo
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