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Durante décadas, São Vicente conheceu um ritual hoje quase esquecido: barcos feitos para o mar percorriam, por terra, as ruas da cidade. Não era espectáculo nem cerimónia. Era trabalho, esforço colectivo e prática corrente, inscrita no quotidiano urbano.

 

Nos anos 40 e 50, os faluchos e os botes de São Vicente eram construídos ou reparados nos “estaleiros” da zona da Ribeira Bote. Dali seguiam para a Praia de Bote, arrastados à força dos braços, aproveitando a inclinação natural das ruas. O percurso passava pela rua ao lado do Hospital, hoje Rua Capitão Ambrósio, até ao largo da Praça Dr. Regalla. Depois, desciam para a Rua do Coco, contornavam à direita e continuavam a descer até à Praia de Bote, onde as embarcações eram lançadas ao mar.

 

Concluído o trabalho, havia ainda um gesto de convivência: os homens largavam as cordas, limpavam o suor e iam tomar um grogue na “rua de passá sabe”, antes de voltarem às suas casas.

 


Nota | Curtas – Apontamentos breves sobre lugares, gestos e episódios do quotidiano que o tempo tende a apagar.

 

 

Manuel Brito-Semedo

 

 

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2 comentários

De Mic Dax a 02.02.2026 às 15:28

E as mulheres tinham três pernas?..

De Brito-Semedo a 07.02.2026 às 16:54

Sempre com uma criança por perto, rsss. Neste caso, logo atrás, na barra da saia da mãe. Abraço

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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  • Brito-Semedo

    Olho de lince. Foi gralha, rsss. Vou já corrigir. ...

  • Brito-Semedo

    Sempre com uma criança por perto, rsss. Neste caso...

  • Anónimo

    Obrigado, fiquei a saber algo mais sobre o "meu" M...

  • Mic Dax

    E as mulheres tinham três pernas?..

  • Afonso

    Viva Susana, não não é este Valdemar Pereira, eu f...

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