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Esquina do tempo por Brito-Semedo © 2010 - 2015 ♦ Design de Teresa Alves
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Brito-Semedo, 2 Fev 26

Durante décadas, São Vicente conheceu um ritual hoje quase esquecido: barcos feitos para o mar percorriam, por terra, as ruas da cidade. Não era espectáculo nem cerimónia. Era trabalho, esforço colectivo e prática corrente, inscrita no quotidiano urbano.
Nos anos 40 e 50, os faluchos e os botes de São Vicente eram construídos ou reparados nos “estaleiros” da zona da Ribeira Bote. Dali seguiam para a Praia de Bote, arrastados à força dos braços, aproveitando a inclinação natural das ruas. O percurso passava pela rua ao lado do Hospital, hoje Rua Capitão Ambrósio, até ao largo da Praça Dr. Regalla. Depois, desciam para a Rua do Coco, contornavam à direita e continuavam a descer até à Praia de Bote, onde as embarcações eram lançadas ao mar.
Concluído o trabalho, havia ainda um gesto de convivência: os homens largavam as cordas, limpavam o suor e iam tomar um grogue na “rua de passá sabe”, antes de voltarem às suas casas.
Nota | Curtas – Apontamentos breves sobre lugares, gestos e episódios do quotidiano que o tempo tende a apagar.
– Manuel Brito-Semedo
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