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Djéu: quando o belo volta a respirar

Brito-Semedo, 17 Jan 26

 

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Foto: João Benício, Facebook

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Foto: Manuela Brito, Facebook

 

 

Felicidade é também isto: ter acesso ao belo.

 

A partir da Prainha, torna-se novamente visível aquilo que durante dez anos esteve recusado aos olhos da cidade. O tapume da chamada “obra do Djéu” começou, finalmente, a ser retirado.

 

Só quem ama verdadeiramente esta cidade entende o alcance deste gesto. Não se trata de favor nem de gentileza institucional. Trata-se da remoção tardia de uma barreira que nunca deveria ter permanecido uma década inteira.

 

Durante dez anos, aquele tapume empobreceu o quotidiano urbano e retirou aos cidadãos o direito simples de ver a sua cidade à beira-mar. O Djéu sempre esteve ali. O que esteve ausente foi o cuidado.

 

Espera-se que o trabalho prossiga e que a barreira desapareça por completo. A orografia desta cidade não é obstáculo nem problema técnico: é identidade. Não se tapa. Cuida-se.

 

Porque uma cidade bem tratada não é a que se esconde atrás de chapas.

 

É a que se deixa ver – sem pedir desculpa por existir.

 

 

N.A. – Esta crónica faz parte da série Alfinetadas, onde se afinam ideias, se questionam anúncios e se convoca o bom senso, mesmo quando há confettis no ar.

 

 

Manuel Brito-Semedo

 

 

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