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A 27 de Maio de 1886, a Empresa de Águas do Madeiral fez chegar as águas das nascentes do Madeiral à cidade do Mindelo.

 

Essa água era armazenada em depósitos: um no Lombo Tanque, outro no alto do Matadouro Velho e um terceiro na Morada, situado entre o Tribunal e a traseira da Igreja Católica. Essa era a água para toda a serventia da casa, vendida a dois tostões a lata de vinte litros.

 

Ah, havia ainda a água dos fontenários existentes à volta da Morada, Canalona, em Chã de Alecrim, onde as mulheres iam lavar a roupa; Fonte Doutor; Fonte Cónego; Fonte Filipe; Fonte Inês; Fonte Francês; Fonte do Cutú; Fonte de Meio; Fonte Nova; etc.

 

Por essa mesma altura, a Empresa Ferro & Companhia possuía uma pequena frota de navios-tanques, os “vaporins d’ága”, que transportavam água potável das nascentes do Tarrafal de Monte Trigo, em Santo Antão, para abastecimento aos barcos que escalavam o Porto Grande e que tinha o seu depósito no quintalão da Vascónia, situada frente ao edifício da capitania e ao Pelourinho de Peixe. Também vendia água a 4 tostões a lata, porque era de melhor qualidade e usada para beber, normalmente guardada em ponte de barro da Boa Vista para se manter sempre fresca.

 

A água dessalinizada, ou a água da JAIDA, só viria a surgir em 1971.

 

Manuel Brito-Semedo

 

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4 comentários

De Anónimo a 20.10.2022 às 00:53

E onde ficava a fonte de Nhô João Bintim?!

De Anónimo a 20.10.2022 às 23:08

Respondendo, Fonte de Meio ou Fonte Cutû, nas proximidades da casa de Nhô João Bintim. Abraço.

De Pedro Lima a 23.10.2022 às 13:16

Fonte de Nho Joao Bintim, ficava ali por aqueles lados da Igreja do nazareno, perto onde ainda hoje existe a casa dos seus familiares. O Dr. Joao Jose Cardoso da silva sabe destas coisas. Porque em tempos havia um espaço sem casas entre praça Nova e Madeiralzinho. Cheguei a conhecer esse poco de não Joao Bintim

De Brito-Semedo a 24.10.2022 às 00:16

Caro Amigo. Verdade, tinha-me esquecido disso. Corrijo o que tinha dito sobre ser o mesmo que Fonte de Meio. Abraço

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