Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

 

Santo Antão.jpg

 

Gente importante do meio rural de Santo Antão, constituída nos finais do século XIX, formada por grandes proprietários, comerciantes e quadros judiciais e administrativos é, sobretudo, descendente de portugueses, gente da Madeira vinda para a cultura da cana do açúcar, deportados políticos, alguns miguelistas que apoiaram a causa absolutista, que para ali foram mandados, e por judeus sefarditas chegados do Magrebe, que se estabeleceram na ilha, e que por lá ficaram constituindo família.

 

 

É essa gente letrada, com o hábito familiar da formação académica e com recursos económicos, que manda os filhos para estudar na Metrópole e na Sorbonne, a mais famosa universidade francesa, sobretudo Direito, Medicina, Engenharia e Farmácia.

 

Daí haver uma certa tradição de a ilha de Santo Antão ter “gente de cabeça”, “gente de Lei” e “gente que gosta de falar Português”. Até há uns anos atrás dizia-se que o santantonense trazia sempre consigo uma folha de papel almaço azul de vinte e cinco linhas, ou mesmo papel selado, e uma caneta no bolso para qualquer precisão de fazer um requerimento. Haja em vista as querelas com delimitações e alteração dos moroços, ou seja, os marcos das propriedades.

 

Manuel Brito-Semedo

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

Powered by