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Retrato de um 'menine de Soncent'

Brito-Semedo, 3 Set 25

 

Mindelo.jpg

Foto Ana Semedo, 2013

 

 

A força leve de ser sanvicentino

 

 

Ser menine de Soncent é mais do que nascer em São Vicente. É carregar um modo de estar forjado no Mindelo, cidade virada para o mar e habituada a receber o mundo no seu porto. Uma cidade que aprendeu cedo a ser cosmopolita, curiosa, moderna. E que nunca perdeu o chão da crioulidade.

 

Talvez por isso o menine de Soncent seja tido como simpático e sociável, com um desembaraço que se confunde, às vezes, com basofaria. Mas é, no fundo, orgulho de ilha: a convicção de pertencer a uma terra que fez da mistura e da abertura a sua maior riqueza. Sempre pronto para uma boa conversa, de resposta pronta, meio brincalhão, que lhe dá graça e distinção.

 

O Rénas era assim: espírito aberto, palavra fácil, sorriso pronto. Encarnava como poucos essa mistura de humor, ternura e pirraça que faz do menine de Soncent uma figura única.

 

No fundo, é esse orgulho simples, misturado com a saudade e o vento da baía, que me leva a dizer:

 

Mim ê menine de Soncent, de certéza e com muito orgulho!

 

 

P.S. – Este é o post nº 2.385.

 

 

 Manuel Brito-Semedo

 

 

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