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Onésimo Silveira

 

Mindelo, 10.Fev.1935 – 29.Abr.2021 

 

 

"Ao tentar pôr em relevo a singularidade da obra de Onésimo Silveira, desde uma poesia humanista e profunda a um trabalho de alto recorte analítico que a completa (especialmente em África ao Sul do Sahara mas também em A democracia em Cabo Verde), estou a falar de um pensador original e de primeiro plano no espaço de língua portuguesa, e mesmo para lá deste no que concerne ao tratamento teórico interdisciplinar dos problemas do 'desenvolvimento'”.

 

– Adelino Torres, Professor Catedrático jubilado da Universidade Técnica de Lisboa

in "Elogio do escritor caboverdiano Onésimo Silveira", 2012

 

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Faleceu hoje em Lisboa, Arlinda Oliveira Santos, cantora, compositora e combatente da Liberdade da Pátria, aos 77 anos. Era natural de São Vicente onde nasceu a 18 de Fevereiro de 1944.

 

Calou-se a voz que, juntamente com Djosinha, Mité Costa e Titina, em 1962, cantou e gravou “folclore de nôs terra” na sequência de uma extensa digressão de um grupo de músicos de Cabo Verde a Portugal. O grupo ad hoc, Conjunto de Cabo Verde, era ainda integrado por Agostinho Fortes, Taninho Évora, Luís Rendall, Censo Estrela. Arlinda Santos grava em dois dos três singles do Conjunto de Cabo Verde.

 

Priorizando a vida familiar e profissional como Assistente Social e actividades políticas, Arlinda só voltaria às lides da música em 2002 quando gravou o álbum Chama Violeta. Nos inícios de 1990 fez parte da formação inicial do grupo Simentera, que abandonou antes de o grupo realizar a sua primeira gravação.

 

Dharma, CD gravado em 2009, em que quase metade das composições são de sua autoria, é o último legado de Arlinda Santos. “Eu não sou poeta nem compositora, mas vou fazendo as composições para suprir a necessidade e sair da rotina”.

 

À Família, as nossas mais sentidas condolências.

 

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