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A Cultura como Bússola de Cabo Verde

Brito-Semedo, 19 Ago 25

 

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Imagem gerada pela IA

 

 

Há povos que se reconhecem na bandeira, outros no hino. Cabo Verde reconhece-se também no som de uma morna ao entardecer, no batuque que chama a comunidade, no crioulo que cose as histórias. Celebrar cinquenta anos de independência é, pois, mais do que assinalar datas: é reafirmar que a cultura não é apenas memória – é bússola para o futuro.

 

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De  7 a 13 de julho de 2025

 

 

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No dia 5 de Julho de 1975, faz agora 50 anos, deu-se a independência de Cabo Verde. Mas o sonho de Amílcar Cabral, de manter Cabo Verde e a Guiné unidos através do PAIGC, esfumou-se rapidamente.

 

E o Resto é História.

 

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A 5 de Julho de 1975, Cabo Verde tornou-se independente. A bandeira foi hasteada, o hino entoado, e nasceu um sonho colectivo de dignidade e soberania. Mas, com a liberdade, chegou também o silêncio. A mesma data que simbolizou a emancipação marcou o início de uma nova forma de dominação – interna, ideológica e centralizadora.

 

Instalou-se um regime de partido único que reprimiu o pluralismo, silenciou o debate e reduziu a cidadania à obediência. A esperança transformou-se em vigilância, e o Estado confundiu-se com o partido. A independência celebrou a soberania, mas condicionou a liberdade. Reconhecer essa ambivalência é essencial para compreender plenamente a história de Cabo Verde.

 

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A conferência Antes da Bandeira – A Literatura Cabo-Verdiana às Portas da Independência propõe uma reflexão sobre o papel estruturante da literatura na formação da identidade nacional cabo-verdiana antes da independência de 1975. Sustenta-se que, muito antes da existência formal de símbolos como a bandeira, o hino ou o governo, Cabo Verde já se afirmava na palavra escrita. Através de autores como Jaime de Figueiredo, Baltasar Lopes, Jorge Barbosa, Orlanda Amarílis, entre outros, e publicações fundamentais como Claridade, Certeza e Seló, foi-se desenhando uma consciência de país enraizada na experiência insular e na resistência simbólica.

 

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Como vivi o 5 de Julho de 1975

Brito-Semedo, 3 Jul 20

 

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Frequentemente, nas efemérides marcantes para a história de Cabo Verde, como a independênica nacional ou mesmo o 25 de Abril de 1974, pedem-me um depoimento querendo saber onde eu estava nesse dia. Escuso-me sempre dizendo que não tenho nada de relevante para contar e que essas datas passaram-me ao largo. Convenhamos, o 45.º aniversário de Cabo Verde independente, coincidindo com o 45.º aniversário do meu filho primogénito, a ser celebrado em Novembro, merece uma evocação e uma celebração.

 

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5 de Julho de 1975

Brito-Semedo, 5 Jul 15

 

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'Nôs Terra é pa Nôs Pove'

Brito-Semedo, 25 Jun 15

 

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"Nôs Terra é pa Nôs Pove" é um espectáculo sobre o processo da independência de Cabo Verde. Promovido pela Associação dos Antigos Alunos do Ensino Secundário de Cabo Verde (AAAESCV), Lisboa, inclui textos, poemas e músicas da época. Elenco: Carlota de Barros; Charlie Mourão; Heloisa Monteiro; Inês Sofia; Joice Baptista; Jorge Rodrigues; Leonor Ribeiro; Luis Tomar, Lurdes Duarte; Paula Torres de Carvalho, Regina Correia, Sofia Carvalho.


E com os músicos Bilocas Lima, Nelson Rendall e Tonecas Lima.

 

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NOTÍCIA DO DIA:

 

Comissão de Honra da Comissão Nacional para as celebrações dos 40 anos da Independência esteve hoje [5 de Junho) reunida - RTC

 

COMENTÁRIO:

 

Para uma celebração que se quer com dignidade, há coisas que não batem certo e ultrapassam a nosa compreensão. Se não, vejamos:

 

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(1) a primeira reunião da Comissão de Honra só foi realizada a um mês da data da independência. Dos três representantes da sociedade civil, só um esteve presente;

 

(2) o logótipo, que o Governo estava a utilizar como oficial, não tinha sido aprovado pela instância devida, ou seja, a Comissão de Honra, vai ser alterado;

 

(3) o Governo disponibiliza apens 10.000 contos para as festividades devendo a Comissão Organizadora procurar mais meios.

 

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