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Brito-Semedo, 13 Set 25

Imagem gerada pela IA
Um coisinha sabe pá Lorena Semedo Brito Neves, Minha Sobrinha Chef
A mesa cabo-verdiana não é apenas lugar de refeição: é palco de memória, afecto e resistência.
Entre pratos e rituais, cada ilha imprime a sua marca própria e, em simultâneo, contribui para o mosaico plural da identidade nacional.
Tal como se lê em Ilhas Crioulas (2023), comer em Cabo Verde é narrar histórias, preservar identidades e projectar futuros – um património vivo que une as ilhas pela diversidade dos seus sabores.
O acto de comer, em Cabo Verde, ultrapassa a simples satisfação da fome. É um gesto de cultura e de comunhão, onde a aparente simplicidade dos ingredientes se transforma em partilha e afirmação perante o mundo. À volta da mesa, o cabo-verdiano reconhece-se, reencontra raízes e reafirma pertença, dentro e fora das ilhas.
Brito-Semedo, 2 Nov 22

As festas agrícolas, associadas à colheita dos grãos, são identificadas na história da agricultura desde a Antiguidade. O ciclo da colheita segue o período de formação e maturação dos cereais.
Brito-Semedo, 10 Fev 16
Brito-Semedo, 18 Dez 15
Saúdo a cozinha generosa da Dona Cesaltina, aqui evocada pelos amigos Kábá Barbosa e Didia [Conceição Brandão] e pelas netas Dúnia e Maura [se bem que “más kumederas ki fazederas”], cozinha essa feita para quem sabe estar à mesa, saboreando em silêncio ou em amena cavaqueira com os amigos, dando às pupilas gustativas a sua verdadeira função.
Congratulo a Dona Cesaltina por, em boa hora, ter compilado e, sobretudo, pela coragem em partilhar connosco em forma de livro as suas receitas – “receitas simples, de fácil execução, com produtos da nossa terra, embora muitas já em desuso” – e segredos, muitos segredos de cozinha.
Já lá vão dez anos e a 4.ª edição deste Cozinha da Avó – um best seller de 4.000 exemplares (!) – é prova provada da importância deste livro no panorama nacional minguado de livros de cozinha, diga-se, em abono da verdade, que não é reflexo de cozinha pobre ou sem história, mas de hábitos de publicação e de leitura.
Em 2009, quando fiz aqui na Praia a apresentação da Cozinha da Avó, livro 2, afirmava eu que era o quinto e o último Manuel da vida da Dona Cesaltina, melhor dizendo, da “cozinha da avó”, depois de “os quatro Manéis” [Manuel Vieira, Manuel Ribeiro, Manelinho Pina, Manuel Delgado], por direito próprio pelo facto de serem grandes apreciadores de comida de Assomada; do Manuel Veiga, prefaciador da obra. Eu conquistei esse lugar por ser amigo do meu tempo em Santa Catarina, conhecido como homem de conversa solta, escolhido para ser apresentador, agora repetente por não ter sabido dizer não ao pedido-quase-ordem da Célia. O que não faço por si, Dona Cesaltina! Mas desta vez cobro.
Cozinha da Avó, enquanto objecto, é um livro muito bonito, instrutivo e estimulante. Enche os olhos com as belíssimas imagens e desenhos, faz crescer a água na boca com a descrição das receitas da Dona Cesaltina e estimula o apetite de qualquer cristão.
Este livro é para pessoas que gostam de cozinha, de comer bem e de experimentar receitas que as suas avós e mães faziam, por isso, o recomendo.
Brito-Semedo, 25 Nov 15
A posição geográfica de Cabo Verde – situada entre três continentes, a Europa a África e a América – determinou o seu povoamento.
A forma de povoamento criou o tipo crioulo, como fusão das duas correntes imigratórias.
As condições naturais condicionaram a economia e a demografia do território e determinaram a sua História.
Usando os recursos e a produção locais, a dieta alimentar cabo-verdiana é, tradicinalmente, na base do milho e de feijões com carne de porco, “bode capado” e galinha (nas zonas rurais), ou peixe, principalmente atum, chicharro e cavala, em vez de carne (nas zonais litorais).
Vozes da música cabo-verdiana: Cesária Évora, Bana, Lura, Tito Paris e Suzana LubranoAo longo dos tempos, estiveram em voga várias formas musicais das mais diversas origens, como o maxixe, o tango, o galope, a contradança, o bolero, a mazurca, a valsa, a polca, o foxtrot e o samba. Contudo, constitui música popular genuinamente cabo-verdiana, a morna, a coladeira, o funaná e o batuque.
Brito-Semedo, 8 Ago 15
Acaba de ser editado em Londres o livro A Symphony of Flavors: Food and Music in Concert [Uma Sinfonia de Sabores: Música e Comida em Concerto], um trabalho organizado pelo Professor Doutor Edmundo Murray, enquanto vivia em Cabo Verde como professor convidado da Universidade de Cabo Verde.
"Som e sabor comportam uma relação especial, e muitas vezes são apresentados e representados em conjunto. A ligação entre a música e a comida tem sido um campo tradicional para os artistas sugerirem, entre várias emoções, o amor e o desejo sexual, a felicidade, o medo e a revolta, assim como os valores ambientais, urbanos, étnicas e de classe social.
Este livro multi-autor explora a interligação entre música e comida e as suas relações significativas. Com uma abordagem multicultural, os capítulos concentraram-se em vários períodos históricos e culturas do mundo. As ligações entre a música e a comida são exploradas no âmbito das diferentes disciplinas, inclusive a musicologia, a literatura, a antropologia e história. Linhas gerais de uma base teórica são desenvolvidos por especialistas de diversas áreas" (Trad. Zita Vieira Mendes, Docente da Uni-CV).
O livro A Symphony of Flavors: Food and Music in Concert, organizado em 10 capítulos, conta com 3 capítulos dedicados a Cabo Verde, assinados por Izaura Furtado, Manuel Brito-Semedo e Simone Caputo, e deverá ser apresentado na Praia no próximo mês de Outubro.
Ler post anterior sobre o assunto
A Symphony of Flavors: Food and Music in Concert
Edited by Edmundo Murray
This book first published 2015
Cambridge Scholars Publishing
Lady Stephenson Library, Newcastle upon Tyne, NE6 2PA, UK
Brito-Semedo, 3 Jan 15
A Sinfonia de Sabores: Food and Music in Concert, a sair nos inícios de 2015 no Reino Unido, é um livro sobre as relações entre música e comida que explora a interligação entre estes dois aspectos importantes da vida humana e suas relações significativas. Com uma abordagem multicultural, os capítulos em quatro línguas, concentram-se em vários períodos históricos e culturais do mundo (Europa, África, América Latina, Caribe, Oriente Médio).
Brito-Semedo, 28 Jan 14
Assim como as tradições envolvendo o café na Itália, o empreendimento continua firme e recebe milhões de visitantes todos os anos. Hoje, ele leva na fachada a abreviação do nome de seu criador, Floriano Francesconi. Apesar disso, o local foi batizado de “Alla Venezia Triofante” (Uma Veneza Triunfante, em italiano) na inauguração. Entre seus ilustres frequentadores se destacam o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o escritor Johann Wolfgang von Goethe, o escultor Amedeo Modigliani e muitos outros.
O local é tão importante que a Bienal de Veneza, criada em 1988, tem parte de suas raízes em suas cadeiras e balcões. O facto é perceptível no tamanho e no número de telas, afrescos, mesas de mármore e espelhos ornados em ouro, além da orquestra sempre presente enquanto os turistas degustam uma bela xícara.
Quando as revoluções explodiam na Europa, também serviu como central para elaboração de planos e estratégias de evitar invasões, além de ter sido utilizado como enfermaria durante os confrontos.
Brito-Semedo, 11 Jan 14
Brito-Semedo, 10 Jan 14

Somos fascinados por tradições, costumes, memórias. Somos, sobretudo, curiosos acerca dos lugares, das pessoas, das histórias. E um espaço que reúne todos estes elementos, e ainda acrescenta boa comida, é especialmente encantador.
Dizem que Ernest Hemingway nunca teve uma afinidade com a cozinha como a que tinha com a máquina de escrever. Mas o homem era dos melhores apreciadores da boa culinária. Prova disso é que o escritor norte-americano foi um dos maiores fãs do restaurante mais antigo do mundo, o célebre “Restaurante Botín”, reconhecido pela excelência de sua cozinha, situado na capital espanhola.
Em 1725, o francês Jean Botín e sua esposa – que mantinham um negócio em Madrid – receberam seu sobrinho, que viera morar com eles. Este sobrinho fundou uma espécie de pousada num antigo prédio, datado de meados de 1590, situado numa região comercial da cidade. Àquela época, a pousada apenas servia assados. Originalmente baptizado com o nome “Casa de Botín”, e mais tarde “Sobrino de Botín”, o local era chamado de “casa de comida”, pois a denominação “restaurante” referia-se somente a alguns raros e exclusivos lugares.
Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...
Triste com a notícia de um bom amigo que nos deixo...
Gostei muito.Batcha.
Cara Amiga e Colega, obrigado pela leitura atenta ...
Gostei do seu texto. Assertivo, muito simbólico e ...
Cara Amiga, Os grupos de Carnaval de SonCent têm t...