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Esquina do tempo por Brito-Semedo © 2010 - 2015 ♦ Design de Teresa Alves
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Brito-Semedo, 28 Nov 25

Em Cabo Verde, os manuais de História ensinam o passado, mas ainda hesitam em ensinar a pertença. Entre a lousa e o Atlântico, a identidade crioula espera um novo lugar na narrativa escolar.
Brito-Semedo, 22 Nov 25

Cabo Verde sempre viveu de encontros: de ilhas que se procuram, de mares que se atravessam, de vozes que se misturam. Mas, quando se trata de pensar o país, vivemos ainda demasiado separados. Falta-nos diálogo. Falta-nos escuta. Falta-nos confiança na nossa própria voz. Num arquipélago, ninguém chega longe sozinho.
Brito-Semedo, 19 Nov 25

Arrepia-me os cabelos – e olhem que sou calvo – cada vez que oiço um artista, escritor ou académico brasileiro aterrar em Cabo Verde e entrar, ainda na escada do avião, num êxtase telúrico de “ancestralidade” e “energia africana”. Vêm prontos para encontrar a África mítica das novelas, dos tambores que só tocam quando eles passam e das raízes que acreditam reconhecer à primeira vista.
Brito-Semedo, 16 Nov 25

Os manuais escolares moldam a forma como os jovens olham para si, para o país e para o mundo. Uma leitura crítica dos manuais de Português do 9.º, 10.º e 11.º ano em Cabo Verde revela avanços, omissões e oportunidades para um ensino mais plural, mais consciente e mais atento à nossa realidade cultural.
Brito-Semedo, 23 Out 25

Nos 50 anos da independência, Cabo Verde é chamado a pensar a cultura como motor de desenvolvimento e de soberania. Mais do que herança, a cultura é recurso estratégico, fonte de coesão social e ponte entre as ilhas e o mundo. O desafio cabo-verdiano é transformar a criatividade em política pública e fazer da mestiçagem a força do futuro.
Brito-Semedo, 20 Out 25

Metade das ilhas ficou, metade partiu – e entre ambas se construiu a Nação.
Cabo Verde nasceu do encontro entre povos e da travessia dos mares. É uma Nação feita de ilhas que partem e de ilhas que ficam, de gentes que emigraram em busca de vida melhor e de gentes que permaneceram a cuidar da terra e da memória. Essa dupla condição, arquipelágica e diaspórica, continua a definir o destino colectivo do país.
Brito-Semedo, 13 Set 25

Imagem gerada pela IA
Um coisinha sabe pá Lorena Semedo Brito Neves, Minha Sobrinha Chef
A mesa cabo-verdiana não é apenas lugar de refeição: é palco de memória, afecto e resistência.
Entre pratos e rituais, cada ilha imprime a sua marca própria e, em simultâneo, contribui para o mosaico plural da identidade nacional.
Tal como se lê em Ilhas Crioulas (2023), comer em Cabo Verde é narrar histórias, preservar identidades e projectar futuros – um património vivo que une as ilhas pela diversidade dos seus sabores.
O acto de comer, em Cabo Verde, ultrapassa a simples satisfação da fome. É um gesto de cultura e de comunhão, onde a aparente simplicidade dos ingredientes se transforma em partilha e afirmação perante o mundo. À volta da mesa, o cabo-verdiano reconhece-se, reencontra raízes e reafirma pertença, dentro e fora das ilhas.
Brito-Semedo, 4 Set 25

Imagem gerada pela IA
Somos o resultado de encontros e desencontros, de mares que nos trouxeram sangue e memória, dor e criação. Nós, cabo-verdianos, somos crioulos: herdeiros de múltiplas raízes, mas portadores de uma identidade própria, viva e plural, que só se cumpre no diálogo com o outro.
A provocação da crioulidade
Em Cabo Verde, a identidade é tema de debate desde os dias da independência. No fervor de 1975, a prioridade era romper com a herança colonial e afirmar o país como parte do continente africano. Foi nesse contexto que se cunhou a ideia de uma “reafricanização dos espíritos”, expressão que marcou o discurso político e cultural das décadas seguintes. A intenção era legítima: devolver às ilhas a ligação à África continental, tantas vezes silenciada pela administração colonial.
Brito-Semedo, 31 Ago 25
Brito-Semedo, 19 Ago 25

Imagem gerada pela IA
Há povos que se reconhecem na bandeira, outros no hino. Cabo Verde reconhece-se também no som de uma morna ao entardecer, no batuque que chama a comunidade, no crioulo que cose as histórias. Celebrar cinquenta anos de independência é, pois, mais do que assinalar datas: é reafirmar que a cultura não é apenas memória – é bússola para o futuro.
Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...
Viva Susana, não não é este Valdemar Pereira, eu f...
Corrigido no texto. Grato pela correção. Abraço.
Ele nasceu em 1824.
Grato pela partilha destas informações que enrique...
Devido à oportunidade de realizar pesquisas sobre ...