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Ildo de Sousa Lobo

Ilha do Sal, 25 de Novembro de 1953 – 20 de Outubro de 2004

 

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Dez anos sem Ildo Lobo

Brito-Semedo, 19 Out 14

 

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(Sal, 25.11.1953 – Praia, 20.10.2004)

 

 

 

“Um homem só está morto
 quando ninguém mais pensa nele!”

 

BERTOLT BRECHET

 

 

Há dez anos falecia na cidade da Praia Ildo Lobo, considerado uma das melhores vozes cabo-verdianas.

 

Para assinalar a data, um grupo de Amigos vai reunir-se amanhã, dia 20 de Outubro, pelas 17h30, no Cemitério da Várzea, para uma singela homenagem.

 

Estão todos convidados a comparecer.

___________

 

Imagens da homenagem. Fotos gentileza de Roland Anhorn.

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Foi há 37 Anos!

Brito-Semedo, 5 Jul 12

 
 

Viva a República de Cabo Verde!

 

(5.Julho.1975 - 5.Julho.2012)

 

 

 
 
 

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No último post das "Memórias da Rádio Barlavento", lamentava o facto de o Maio (DjarMai) ter sido a única ilha a não ser apresentada na rúbrica “Cabo Verde – Visto por caboverdeanos”, Programa 'Arco Íris', desses idos de 1957. Daí ter contactado o Amigo Adalberto Higino Silva, Betú, um filho ilustre e compositor de DjarMai, que me indicou as fotos de Daniel Monteiro Júnior, Tchitche, para os amigos, que reproduzo com a devida vénia. A abrir, Ildo Lobo (1953 - 2004) dá voz a uma das composições de Betú, "Notícia", 2001.

 

Sol na céu sangrâ/ Laranja bá ta cai/ Trás di Santiago

/[...]/ Djarmai pará na temp / Sem um movimento

 

- Adalberto Higino Silva, Betú, Compositor 

 

 

 

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O protagonista do primeiro livro infantil de José Luís Peixoto é filho da chuva. Com uma mãe tão original, tão necessária a todos, tem de aprender a partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais importante: o amor materno. Através de uma ternura invulgar, de poesia e de uma simplicidade desarmante, este livro homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães.

 

A Mãe Que Chovia

de José Luís Peixoto

Edição/reimpressão: 2012

Editor: Quetzal

 

 

 

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Fulgêncio Tavares, Compositor, Santiago, 01.01.1933 - 14.01.2004

 

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 Ildo Lobo, Intérprete, Sal, 25.11.1953 - 20.10.2004 

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Fidje-Mótche, Filho-Macho

Brito-Semedo, 21 Nov 11

 

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Quiosque da Praça Nova, Mindelo (Arquivo Histórico Nacional, Praia)

 

 

Para os filhos Any e Ely Brito-Semedo, neste dia muito especial e memorável.

 

 

Foi o Toi Cristóvão quem teve a iniciativa, quando estávamos a passear na Praça Nova e lhe dei a notícia. Ele estacou com os olhos arregalados a olhar para mim e disparou:

 

– E deste-lhe um beijo?! Deste?! Não acredito! Conta, conta como foi! Vá, lá!...

 

Zarpámos em direcção à Chã de Cemitério, mais o Carlos Ramos, numa grande ansiedade e algazarra. A Mãi Xanda tinha de saber do acontecido e tínhamos motivo para celebrar!

 

Nesse ano de 1970 tinha feito o exame do 2.º ano como trabalhador estudante (um amigo meu só à terceira é que tinha conseguido passar!), estava a estudar a secção de letras do 5.º ano, continuava empregado na Editora Nazarena, agora a ganhar um pouco mais, e tinha arranjado namorada! Por esta, a Xanda ia pagar!

 

A promessa vinha de trás, desde o dia em que a minha mãe abordara no largo da Editora o grupinho das minhas amigas lá da Igreja, todas menininhas do Liceu e da Escola Técnica – a Rosely, a Lígia, a Quelinha, a Alcinda, a Argentina, a Eileen, a Olinda – pedindo para, imaginem (!), arranjarem namoro com o filho!

 

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Recordando Ildo Lobo

Brito-Semedo, 23 Out 11

 

 Foi há 7 anos qui nu perdi Ildo Lobo
 
 

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'Alto Cutelo', de Renato Cardoso

Brito-Semedo, 29 Set 11

 

Serra Malagueta.jpeg

Serra Malagueta, Santiago

 

ALTO CUTELO

 

Na alto cutelo cinbrom dja ca ten (dja seca)
Raiz sticado djobe água, q' atcha (dja seca)
Água sta fundo e ni omi ca tral (dja seca)

Mudjer um sumana sê lumi ca cende (na casa)
Sê fidjo, na strada so um ta trabadja (pa dozi mirés)
Marido dja dura q' i bai pa Lisboa (contratado)
Pa bai pa Lisboa e bende sê tera (metadi di preço)

Ali, el ta trabadja na tchuba na bento (na frio)
Na Cuf, na Lisnave e na Jota Pimenta
Mon d'obra barato, pa mas q'i trabadja (serventi)
Mon d'obra barato, baraca sem luz (cumida a pressa)
Inda mas nganadu q' i s' irmon branco (splorado)

 

Mas um dia, que n' volta pa terra
Monte Gordo e Malagueta
Nhos tem q' i da-m água
Cu força na braço, consiencia di mi,
E mi q' i trabadja, tera e poder e pa mi
Cu sinbrom na cutelo (nos tera)
Midju na tchon (nos tera)
E barco na porto (nos tera)

 

Renato Cardoso

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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