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Em saudação a Eugénio Tavares, paradigma da crioulidade,

no ano do seu 150.º aniversário

 

 

Comemoramos neste Ano de Graça de Nossenhor Jesus Cristo de 2017 várias efemérides no âmbito da cultura, que nos remete para datas redondas relacionadas com grandes figuras da literatura cabo-verdiana e um importante facto histórico. Teremos (i) os 150 anos de nascimento de Eugénio Tavares; (ii) os 110 anos de nascimento de Baltasar Lopes e de Manuel Lopes; (iii) os 100 anos da criação do Liceu de Cabo Verde. Para além dessas efemérides, teremos ainda os 80 anos de nascimento de João Varela, in memoriam, e de Oswaldo Osório.

 

150 anos de Eugénio Tavares

 

Eugénio Tavares, autodidacta, grande jornalista e polemista, dramaturgo, ficcionista e poeta, nativista e autor de inúmeras mornas, nasceu na Brava a 18 de Outubro de 1867. Desde 2005 é patrono do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades.

 

A obra completa de Eugénio Tavares, recolhida por Félix Monteiro, está reunida em três volumes: Eugénio Tavares – Poesia, Contos Teatro (1996), Eugénio Tavares – Pelos Jornais… (1997) e Eugénio Tavares –Viagens Tormentas Cartas e Postais (1999). De destacar ainda o seu livro póstumo, Mornas. Cantigas Crioulas, e os 85 anos de sua publicação.

 

Uma boa notícia é que vai sair pela Livraria Pedro Cardoso, ainda no início deste ano, o livro Eugénio Tavares: Retratos de Cabo Verde em Prosa e Poesia, a tese de doutoramento de Genivaldo Rodrigues Sobrinho defendida na Universidade de São Paulo, Brasil, em 2010. Por seu lado, a Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa, da Universidade de Cabo Verde, pretende realizar um Colóquio Internacional para assinalar os 150 anos do seu patrono.

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O Claridoso Manuel Lopes

Brito-Semedo, 6 Fev 15

 

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Cabe a Manuel dos Santos Lopes (São Nicolau, 1907 – 2005) a distinção de ter publicado a primeira obra de ficção cabo-verdiana, Paul, uma breve crónica descritiva, saída em 1932. Juntamente com Baltasar Lopes, fundou a moderna ficção cabo-verdiana, constituindo-se um marco importante na literatura africana de língua portuguesa. A bibliografia de Manuel Lopes é vasta e inclui contos, romances, ensaios e poesia. É um dos escritores cabo-verdianos com mais livros publicados.

 

 

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In Memoriam Manuel Lopes

Brito-Semedo, 2 Jan 13

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Selo Des. Leão Lopes, 2007
 

O escritor Manuel Lopes completaria 105 anos de idade no passado dia 23 de Dezembro. Poderia estar vivo e lúcido assim como estava no dia 25 de Janeiro de 2005 no momento em que nos deixou. Digo isso porque convivi com ele até muito perto dessa data. Hoje, dia de Natal, 25 de Dezembro de 2012, após a notícia na nossa TV da morte de Dona Canô, mãe de Maria Bethânia e Caetano Veloso, músicos brasileiros, esperei (inocente) uma nota do tipo; também o escritor caboverdiano Manuel Lopes completaria, há dois dias (como havíamos noticiado), os mesmos 105 anos...

 

Esta expectativa seria natural se os tempos fossem de "memoriam" e se os "mais nossos" tivessem a força mediática que Dona Canô teve para além do Brasil e arredores. Manuel Lopes, apesar de nos pertencer mais de perto não chega - a avaliar pelos supostos critérios da nossa TV - a competir com tão emblemática mãe da qual não se sabe se produziu obra maior que seus dois ilustres filhos.

 

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O Trio da Claridade

 

Des. Leão Lopes, 2007 

Des. Leão Lopes, 2003 

Des. Leão Lopes, 2007

 

 

Uma Homenagem à Ilha do Monte Cara

 

 

Morna "Un Vez Soncente Era Sabe"

 

 

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Recordando Manuel Lopes

Brito-Semedo, 23 Dez 10

 

 

 

Escritor Manuel Lopes

 

(São Nicolau, 23.12.1909 – 25.01.2005)

 

Aniversário Natalício

 

 

Chuva Braba, foi o seu primeiro romance, datado de 1956, que recebeu o Prémio Fernão Mendes Pinto, tendo igualmente recebido, em 1959, o Prémio Meio Milénio do Achamento das Ilhas de Cabo Verde com o romance Os Flagelos do Vento Leste, posteriormente adaptado ao cinema e no mesmo ano novamente o Prémio Fernão Mendes Pinto com a obra O Galo Que Cantou na Baía (e outros contos cabo-verdianos).

 

Manuel Lopes foi autor de outros títulos como Horas Vagas (poesia, 1934), Poemas de Quem Ficou (poesia, 1949), Temas Cabo-verdianos (ensaios, 1950), Crioulo e Outros Poemas (poesia, 1964), As Personagens de Ficção e os seus Modelos (ensaio, 1971) e Falucho Ancorado (antologia poética, 1997).

 

Manuel Lopes é um dos escritores mais conhecidos de Cabo Verde, utiliza nas suas obras expressões em crioulo, embora escreva os seus textos em português. A sua obra estende-se pela poesia, ensaio, romance e conto, dedicando-se também à pintura.

 

Colaborou com produções suas em diversas publicações, nomeadamente ClaridadeAtlânticoNotícias de Cabo Verde, Renascimento, entre outras. Foi co-fundador da revista Claridade, em 1936. Encontra-se também representado em diversas antologias.

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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