Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

 

ChatGPT Image 2_01_2026, 00_47_12.png

 

A Mensagem de Ano Novo do Presidente da República foi um exercício de compostura exemplar. Tudo no lugar, tudo certo, tudo muito presidencial. Um discurso passado a ferro: sem vincos, sem arestas, sem perigo. Tão equilibrado que quase perdeu peso político.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Palácio PR.png

 

No dia de hoje – 18 de Outubro –, o dia de exaltação da nossa forma de ser e de estar, simbolizando a expressão de um sentimento comum, profundo e verdadeiro, que espelha o orgulho de sermos filhos desta terra querida feita de “dez gronzin di terra que Deus espadja na mei di mar”…, pela responsabilidade que tenho em promover a união entre todos os cabo-verdianos, incluindo, naturalmente, todos os que vivem no estrangeiro, sinto-me particularmente honrado e privilegiado ao me dirigir a todos os cabo-verdianos, dentro e fora do país. Associar o Dia Nacional da Cultura e das Comunidades a Eugénio Tavares, de tão natural que quase se constitui numa redundância. Eugénio Tavares é Cabo Verde, cabo-verdianidade, morna, lirismo, poesia. A sua criação é de tal ordem profunda que assume a grandeza da essência das coisas simples, das que tocam, entranham-se, confundem-se com a respiração, a alegria, a tristeza, a vida, o amor. Eugénio, o maior, conseguiu captar o que somos, o que sentimos, o que vivenciamos e sonhamos e transformá-lo em algo que, é, genuinamente, nosso e simultaneamente nos ultrapassa, fazendo-nos mais ricos, mais gente, mais cabo-verdianos. Eugénio Tavares elevou um dos seus elementos fundamentais, a morna, a níveis sublimes e pouco mensuráveis, utilizando de forma magistral uma das nossas mais importantes ferramentas identitárias, a nossa língua. A nossa cultura, medrada nestes mais de cinco séculos, é a nossa maior riqueza; de facto, o que nos liga decisivamente, estejamos onde estivermos. Através da Cultura o Ser cabo-verdiano se afirma. Não interessa se nasceu no país ou no exterior, na cidade ou no campo, se conhece ou não o chão das ilhas. O que conta é que o seu ser é ritmado pela cultura de Cabo Verde, pela música, pela língua, pelo modo de estar, de lidar com os outros, de se relacionar com o mundo. «A nossa Cultura é a minha Pátria», afirmei há algum tempo tendo em conta toda esta riquíssima realidade. Ela contém e ultrapassa o nosso querido torrão e tem o condão de abarcar pessoas de todos os quadrantes, de todas as cores, de todos os credos. É ela que consubstancia a Nação que, como sabemos, antecede o próprio Estado. A língua cabo-verdiana, importantíssimo instrumento de comunicação e afirmação, assume no vate e pensador bravense a qualidade de ponte de emoções, de elo de comunicação entre almas, transcendendo, assim, aquela condição e assumindo a de parcela importante da nossa subjectividade, de pedaço dessa mesma alma. Somos portadores de uma cultura cuja pujança se tem afirmado em diferentes áreas, mas que na música, particularmente na Morna, tem encontrado a sua expressão mais completa e profunda. Essa expressão da cabo-verdianidade, seguramente uma das mais autênticas ao lado da língua cabo-verdiana com a qual quase sempre se funde, está em vias de ser proposta para património imaterial da humanidade. Muitos eventos musicais têm ocorrido no país e na diáspora, juntando milhares de pessoas ou grupos mais restritos, para se deleitarem com a nossa música e com os sons dos outros, alimentando essa simbiose, quase sempre apropriada de forma criativa. Há tendência cada vez mais forte, no país e na diáspora, para a promoção dos géneros tradicionais não só na sua forma convencional emprestando novas roupagens sonoras, inovando, sem descaracterizar a nossa música. As artes cénicas, particularmente o teatro, de forma espontânea, têm conhecido apreciável movimentação, que traduz alguma intensificação de actividades que sempre existiram em quase todas as comunidades. O impulso que o festival Mindelact tem imprimido ao teatro em termos de estímulos, exibições, intercâmbio e capacitação, tem sido de grande valia. A literatura cabo-verdiana, uma das bandeiras de grande relevo da nossa Cultura é, indelevelmente, um dos elementos conformadores da nossa identidade. Os nossos escritores, o poeta Eugénio Tavares incluído, têm tido papel de relevo no nosso panorama, descrevendo a nossa maneira de ser, cantando as nossas alegrias e assumindo na poesia e na prosa as nossas angústias e anseios na perspectiva da universalidade. O Prémio Camões, atribuído a Arménio Vieira, é um tributo ao talento desse poeta e, cremos, também, o reconhecimento da maturidade da nossa literatura, edificada graças à criatividade de inúmeros homens de letras, como o poeta Aguinaldo Brito Fonseca e o contista Virgílio Pires, já falecidos e dois nomes por vezes pouco lembrados entre nós. Os nossos pintores fotografam com muita arte a sua e a nossa alma e cristalizam as nossas emoções em cores mais vivas ou menos vivas ou a preto e branco, contribuindo, dessa forma, para que as artes plásticas se afirmem cada dia mais, com reconhecimento além-fronteiras. Com graça, leveza e de modo decidido, a dança tem procurado conquistar o seu espaço, percorrendo as veredas por vezes estreitas entre o tradicional, o clássico e o moderno. Somos um património da Humanidade. A nossa presença e trajectória no mundo, feita de tenacidade, perseverança, abertura ao outro, pedaços vários, justificam tal afirmação. O berço da nossa nacionalidade já obteve esse reconhecimento que, naturalmente, ultrapassa o emblemático território da Ribeira Grande para se alojar nas profundezas de todos os cabo-verdianos. Esse reconhecimento nos engrandece. Engrandece a humanidade. Celebra-se hoje, também, o dia das comunidades, dessa nossa parte espalhada pelo globo e que tem Cabo Verde por referência maior, devido a laços familiares, de consanguinidade mas, sobretudo e fundamentalmente, à seiva vivificadora que é a Cultura. Essa comunidade profundamente ligada à terra, muitas vezes sem a conhecer- “Sou da Brava mas nasci aqui”, ouve-se com frequência no exterior - é parte essencial de Cabo Verde. Realço, pois, essa dimensão cultural da nossa comunidade diaspórica que, de longe, conserva as tradições mais vivas e fecundas herdadas da terra natal. Mantidas, quase intactas e orgulhosamente, na alma dos que partem, as comunidades cabo-verdianas fora do país têm muito contribuído para a garantia do sentido de pertença e de identidade da nossa Nação. Em todos os continentes os cabo-verdianos dão a sua contribuição, nas áreas mais diversas para que o mundo seja melhor, fazendo da cabo-verdianidade uma bandeira desfraldada em todos os recantos do globo. Esta parcela da nação cabo-verdiana está e estará sempre no centro das minhas atenções, como Presidente da República, função para a qual serei empossado daqui a 2 dias (20 de Outubro). No cumprimento do novo mandato para o qual fui reeleito pelo povo cabo-verdiano, dentro e fora do país, a minha actuação junto das nossas comunidades continuará a ter como prioridades o reforço do sentimento de pertença a esta Nação, através do estímulo a acções que tenham em vista o recorte da identidade cultural e a ampliação da sua participação política, e a promoção da integração das nossas comunidades nos países de acolhimento. Continuarei a exercer a minha magistratura de influência nessa direcção, concedendo uma atenção particular a comunidades que se encontram em situação especialmente precária. No dia em que celebramos a nossa Cultura, cimento que une os cabo-verdianos residentes e os da diáspora, através dessa gente que trabalha, que vive, que ama, que estuda, que pesquisa, que sofre, no estrangeiro e que no dia-a-dia abraço no meu pensamento e que, sempre que posso, beijo na face, o nosso país cresce, agiganta-se. Concluo, retomando o extracto de uma mensagem que dirigi à Nação e que traduz o meu sentimento, profundo e verdadeiro, enquanto cidadão orgulhoso de ser cabo-verdiano e de partilhar a identidade e a alma que nos molda como Povo: «Renovo a minha grande confiança na capacidade e na tenacidade com que mulheres e homens, nas queridas ilhas e na diáspora, engrandecem, no seu dia-a-dia, esta Pátria de Cabral, de canizado e bandeiras, de Eugénio Tavares e Cesária Évora, de pedaços do universo muitos, da morna e do funaná, de B.Leza, de poesia e dança, de claridade e bruma, de teatro e de Ildo Lobo, de Sema Lopi, de Baltazar Lopes e Bana, de caras e sorrisos vastos e lindos, de Arménio Vieira e de muitas cores, de enormes e misteriosos mares, de Travadinha, de Bibinha Cabral e de Djidjinho, mas também de crenças, revoltas e volúveis montanhas, castanhas, roxas, verdes, esta Pátria de esperança e de fundo azul a bordejar o devir colectivo. Em Sal-Rei, em Brockton, na Ribeira de Craquinha, na Buraca e no Príncipe, na Cova de Joana e Achada Lagoa, no Morrinho, em Ponta Verde e Ponta do Sol, na Covoada e em S. Paulo, onde quer que haja a inscrição do nome, onde se vislumbrar um pedaço de Cabo Verde.»

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

PR.jpeg

 

 

Mensagem de S.E. Senhor Presidente da República, Dr. Jorge Carlos Fonseca, transmitida em vídeo durante a abertura do XI Congresso de Lusitanistas em São Vicente, 21-25 de Julho de 2014 – Universidade de Cabo Verde

 

 

É com imensa satisfação que, na qualidade de Presidente da República de um país-porção do mundo lusófono, dirijo esta mensagem a tão ilustre assistência de investigadores e académicos da lusofonia.

 

Aproveito a oportunidade para felicitar a Associação Internacional dos Lusitanistas pela realização destes congressos que são hoje acontecimento académico internacional de grande destaque, bem como a Universidade de Cabo Verde que acolhe a sua XI edição e que cumpre, assim, a sua relevante função social de formação e de expansão de fronteiras culturais. Estamos certos de que estes dias passados na emblemática ilha de São Vicente prestar-se-ão a um intercâmbio vivo e carregado de valor, corolário deste património colectivo que é a língua portuguesa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

PR no Dia dos Heróis Nacionais

Brito-Semedo, 20 Jan 14

 

Nos tempos actuais, assistimos à confrontação permanente entre tendências opostas que, ao invés de se complementarem, como muitas vezes acontece, procuram impor-se, de modo absoluto e avassalador, com consequências, amiúde muito perigosas e com elevado potencial destrutivo.

 

Referimo-nos, por um lado, à sanha homogeneizante que procura reduzir, a partir de determinados padrões, as culturas e o comportamento das pessoas a modelos pré-estabelecidos, reduzindo-as, então, à condição de consumidores acríticos de produtos, mas também de ideias e de projectos que, muitas vezes, se chocam, até, com os seus e reais e genuínos interesses.

 

Por outro lado, verificamos a perspectiva oposta: a que nega a evidência histórica da habilidade das culturas no que toca à sua capacidade de troca, à sua porosidade, à capacidade de diálogo permanente, ainda que nem sempre igualitário.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

PR no Dia da Liberdade e da Democracia

Brito-Semedo, 12 Jan 14

 

O 13 de Janeiro representa o ponto de viragem, a data que firma um processo de mudança no modo de organização da vida nacional, resultado do desejo do povo cabo-verdiano pela liberdade. Este dia representa, enfim, de modo ímpar, a luta de muitos anos pela liberdade e pela democracia de bastantes anónimos, mas, igualmente, de mulheres e de homens, com rosto e com nomes, aos que tenho referido como «combatentes pela liberdade na Pátria». Para eles vai a minha especial homenagem.

 

O 13 de Janeiro deve ser lembrado como o dia primeiro do exercício, pelos cabo-verdianos, da soberania popular; ou, ainda, como o fundante acto de amor nacional pela Liberdade e com a Liberdade. Pode-se dizer, sem risco de exagero, que esta data contribuiu, de modo significativo, para o Estado de Direito Democrático fundado pela Constituição de 1992; e, logo, por esta razão, justificar a homenagem e instar os cidadãos, os partidos políticos - que, afinal, a democracia veio permitir que tivessem existência - e as instituições do poder político, soberano e democrático, a prestar-lhe, também, a merecida consagração.

Autoria e outros dados (tags, etc)

PR no Dia Nacional da Cultura

Brito-Semedo, 19 Out 13

PR.jpeg

Jorge Carlos Fonseca. Foto Presidência da República
 

Os cabo-verdianos construíram a sua identidade ao longo de séculos de luta permanente contra as adversidades da natureza, contra a incúria dos poderes coloniais, remando sempre contra a maré e contra os ventos poderosos da desdita e do esquecimento.

 
A Cultura, a nossa segunda natureza, contém essa difícil relação com um meio, muito difícil, por vezes hostil, mas, igualmente, com a nossa capacidade de criar, de engendrar o Belo, na música, na poesia, na dança, na ficção, nas artes cénicas, nas artes plásticas, num processo claro de humanização.

 
A nossa língua, o nosso modo de ser, a nossa forma de amar, de criar, a nossa Cultura, consubstanciam, são, pode dizer-se, nossa Pátria. Os seus alicerces são o nosso chão, as nossas ilhas. Mas a Cultura as transcendeu, dando à Pátria uma dimensão quase infinita, ultrapassando a limitação física, engendrando uma mesma alma em seres que nunca pisaram o solo que a originou. 

 
Assim, continuamos a ser nós, a principal riqueza de Cabo Verde, nós, mulheres e homens deste querido torrão - ainda que nem sempre tenhamos o nosso umbigo nele enterrado - com a nossa marca singular.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Academia CV de Letras - Discurso PR

Brito-Semedo, 28 Set 13

Presidente da Assembleia Geral da Academia, David Hopffer Almada; Ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa; e Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca
 

O acto constitutivo da Academia Cabo-verdiana de Letras – ACL é prova irrefutável da saúde da nossa Nação. Em boa verdade, quando uma Nação, com raízes tão profundas no tempo como a nossa, demonstra ter ainda húmus para continuar a afinar a sua organização e sistematização é porque está bem.

 

A Nação cabo-verdiana antecede o Estado cabo-verdiano. Muito antes da constituição do ente que confere personalidade jurídica à Nação cabo-verdiana, esta já se havia constituído e consolidado. E se dúvida houvesse a esse respeito, o rol de Imortais da nascente Academia Cabo-verdiana de Letras está aí para elucidar os mais cépticos. Todos eles nasceram e assumiram a sua cabo-verdianidade muito antes do 5 de Julho de 1975, e mesmo deram contribuição decisiva para a orientação dos movimentos sociais e políticos que viriam a liderar a luta para a autodeterminação e independência de Cabo Verde.

 
Todos eles, de André Alvares D' Almada (1555 – 1650) a João Baptista Rodrigues (falecido recentemente), passando Por Antónia Gertrudes Pusich, José Evaristo de Almeida, Guilherme Dantas, Luís Loff de Vasconcelos, Januário Leite, Eugénio Tavares, Pedro Monteiro Cardoso, João Lopes, António Aurélio Gonçalves, Jorge Barbosa, Manuel Monteiro Duarte, Jaime de Figueiredo, Manuel Lopes, Baltasar Lopes da Silva, Manuel Ferreira, António Nunes, Henrique Teixeira de Sousa, Amílcar Cabral, Yolanda Morazzo, Ovídio Martins, Gabriel Mariano, Leopoldina Barreto, João Varela,  Mário Fonseca, João Henrique de Oliveira Barros e tantos outros valorosos descendentes desta pátria que, pelo seu engenho e pela sua arte, se foram da lei da morte libertando, nasceram, medraram e deram a sua contribuição para a construção desta Nação valente, ainda antes das lutas que conduziriam ao nascimento do Estado cabo-verdiano.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Até 2014, ano vinte do Mindelact

Brito-Semedo, 17 Set 13

Discurso do Presidente da República por ocasião do Encerramento da 19.ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo.

 

PR.jpeg

Foto Presidência da República, 2012

 

A Arte ou a outra dimensão da Vida

 

Uma das características marcantes da Arte é a sua dimensão a um tempo momentânea e permanente.

 

Uma pintura, uma partitura, um filme, uma peça de teatro, um poema são “sentidos” num momento dado, ou se se preferir, numa sucessão de momentos dados.

 

A comunhão entre o criador e o destinatário, através da obra que é apreendida pelos sentidos, pelo corpo, pelo espírito, inicia-se num pedaço de tempo, que embora possa ser infinitamente renovado, é irredutivelmente curto, muito curto mesmo, efémero, não obstante integrar um todo relativamente permanente que consiste na representação que o destinatário elabora, enquanto recriação, de alguma forma «obra» sua.

 

Mas a criação original permanece. Ela renova-se, revive, a cada contacto com o destinatário, uma vez que só essa relação lhe confere sentido, lhe empresta corporalidade, ainda que simbólica. A perenidade da obra acaba sendo assegurada por essa sucessão de contactos mais ou menos efémeros, pelo encadeamento de momentos, de instantes, de bocados.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

PR para o Kavala Fresk Feastival

Brito-Semedo, 28 Jul 13

Jorge Carlos Fonseca, Aguarela de Hamilton Silva, Janeiro.2013
 

Vi imagens e li notícias sobre um «festival da cavala» em S. Vicente. A imaginação, o espírito inventivo e a capacidade organizativa foram suficientes para mobilizar um mar de gente num empreendimento útil, agregador, agradável e cívico.

 
Tenho acompanhado nos últimos anos outras iniciativas como o carnaval, o Mindelact, o festival da Baía, entre outras, todas marcados pelo sucesso, pela capacidade de mobilização de pessoas, sobretudo, jovens, pela criatividade e pela participação, no geral, muito elevada, alegre e exemplar no que toca ao civismo.


Um povo capaz de se mobilizar destarte pelo teatro, que se destaca no desporto, na dança e na música, que tem um modo especial no acolhimento e integração de gente vinda de outros cantos do país ou do estrangeiro, uma ilha que gerou Cesária e Bana, Nhô Roque e João Vário, que mostra uma grande capacidade de vencer desafios, de organizar eventos com sofisticação, sentido da «surpresa» e do «espanto», uma ilha de paixão e de permutas muitas, seguramente que também a tem para ter êxito na economia, no turismo, na promoção de serviços e na indústria, para, enfim, encetar caminhos de desenvolvimento económico e social susceptíveis de apontar para melhoria substancial da qualidade de vida material e do bem-estar de seus habitantes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Homenagem ao Bana

Brito-Semedo, 15 Jul 13

 

Homenagem do Povo do Mindelo ao BANA, ainda a acontecer na Praça Don Luiz.

 
Foto Jason Mascarenhas, Mindelo

 

_________________

 

 

Palavras Proferidas Hoje em Lisboa pelo Presidente da República em Homenagem ao BANA, na Missa de Corpo Presente

 

"O desaparecimento físico de Adriano Gonçalves representa, sem dúvida, uma perda importante para a família e para os amigos. A esposa, os filhos e demais familiares bem como as outras pessoas que com ele conviviam, não mais poderão contar com as suas palavras, os seus gestos, o seu afecto.

 

Da relação de que se alimenta no dia-a-dia das pessoas, especialmente das que têm uma proximidade maior, Bana já não poderá participar. Os que lhe são próximos não poderão mais contar com a sua presença física, com  a sua convivência. A saudade, este estranho e poderoso sentimento, que foi tão bem cantado por Bana, ao mesmo tempo que suaviza a dor, alimentará o sofrimento que a morte sempre carrega.

 

Sim. Para os próximos, a perda é irreversível.

 

Mas para Cabo Verde, para a Cultura da qual ele foi um dos seus expoentes máximos, poder-se-á falar em perda? Entendo que não. Mesmo que por hipótese todo o registo de imagem e som do longo, rico e diversificado percurso de Bana desaparecesse, ainda que, por absurdo, fossem apagados da memória dos cabo-verdianos, a figura, a arte, a emoção que ao longo de muitas décadas esse Homem carregou, encarnou, recriou, a perda não se consumaria.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

  • Afonso

    Viva Susana, não não é este Valdemar Pereira, eu f...

  • Brito-Semedo

    Corrigido no texto. Grato pela correção. Abraço.

  • Anónimo

    Ele nasceu em 1824.

  • Brito-Semedo

    Grato pela partilha destas informações que enrique...

  • Loandro Lima

    Devido à oportunidade de realizar pesquisas sobre ...

Powered by