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Silêncio. É assim que deve começar a despedida de quem fez da música um modo de estar no mundo. Morreu na madrugada do dia 27 de Novembro, Vasco Martins – maestro, compositor, homem discreto e de inquietação serena. Cabo Verde perde um dos nomes centrais da sua criação musical contemporânea. A notícia chegou como um murmúrio, atravessando ilhas e redes. Nos dias seguintes, foi o silêncio que falou por todos nós – um silêncio feito de assombro, de respeito e de saudade.

 

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Músicas Sanjon por Vasco Martins

Brito-Semedo, 24 Jun 24

 

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Vasco Martins, ‘Mei D’ilha’

Brito-Semedo, 13 Set 17

  

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Saída oficial: 21 de Setembro 2017 (equinócio)

 

 

11 TEMAS

 

Mei D’ilha/Bambus de Caibros/Km6/Kindness/Sinergia/No bai/Amornando/Voz trankil/Dançadera linda/Luando/Arco

 

Vasco Martins: teclados e guitarra acústica

Tche Sousa: baixo Micau

Chantre: bateria e búzio

Djinni Ribeiro: percussão e búzio

François Verly: percussão (tablas, tambor d’água, gongos e singing bowls, efeitos)

Voices: Spectatronics & VM

Gravação e misturas : Davout studios‐Paris/Jean Loup e Vasco Martins

Mastering: Parelies/Paris

Foto: João Barbosa

Design: uMa iDeIa

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No Centro Nacional de Artesanato e Design Acontece hoje, em Mindelo, o lançamento do livro “Sinfonias”, da autoria de Vasco Martins, que revela neste o seu processo criativo.

 

Editado pela Ilhéu Editora, a obra reúne textos do compositor que revelam as suas fontes de inspiração, as suas referências e influências musicais e pessoais, o seu processo criativo com as suas dificuldades e alegrias.

 

Ana Cordeiro, da Ilhéu Editora, resume a obra como "uma oportunidade única de conhecer e compreender de que forma foram sendo escritas as sinfonias compostas por Vasco Martins até ao momento". Foram 9 sinfonias compostas pelo autor entre 1997 e 2013.

 

“É uma espécie de testemunho da vida de um compositor sinfónico e as minhas experiências. É mais uma forma de completar o lado indiscritível que é a música e completar com os conceitos filosóficas ou poéticas”, explica o próprio autor.

 

No campo literário, Vasco Martins tem explorado a poesia com livros como “Universo da ilha”, “Navegam os olhares com o voo do pássaro”, “Run Shan” e “Circulo quase perfeito”, mas tem também publicados dois romances - “A verdadeira dimensão” e “Tempos da Moral” - e ainda contos e poemas em várias colectâneas.

 

Mais conhecido como pianista, o também guitarrista tem uma sólida carreira com uma obra diversificada, repartida pelos mais de 20 discos gravados o mais recente dos quais “Numinous” com o qual fará a abertura do Baía das Gatas 2016, daqui a poucas semanas.

 

O CD foi gravado em Mindelo, no Le Studio, com engenharia de Jorge Nunes, e foi masterizado em Inglaterra, no Mono Recording Stuudio, por Joe Fossard, que já trabalhou com, entre outros, Camané, Maria João e Mário Laginha. "Numinous" conta ainda com a voz de Mamadou Bhur Guewell Sane em dois temas.

 

Vasco Martins, 60 anos, é filho de pai cabo-verdiano e mãe portuguesa e vive há largos anos em São Vicente. Ao longo da sua carreira, gravou e deu concertos em vários países e colaborou com diversos artistas nacionais e internacionais.

 

Chissana Magalhães, in "Expresso das Ilhas"

 

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Também acredito que a música, neste mundo muitas vezes obscurecido, é um catalisador de encantamento constantemente necessário. Para quem a faz e para os ouvintes. Na verdade qual é a essência da música? A beleza. E a sua finalidade? A beleza e o bem.

 

Vasco Martins

 

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A peça de 11min para orquestra clássica, ‘Como uma moeda de prata’, é dedicada ao luminoso escritor cabo-verdiano António Aurélio Gonçalves (AAG): na entrevista que João Freire lhe fez em 1979, o AAG cantarolou uma antiga e desconhecida morna que eu orquestrei (a única deste projeto), e fiz as devidas variações para orquestra. Esta peça tem também uma parte inspirada na Mazurca, de que ele gostava muito, e termina numa espécie de hino glorioso.

 

Quanto ao título, ‘Como uma moeda de prata’, eis a sua história, um tanto fantasiosa é verdade, mas bastante poética e bonita: AAG gostaria da palavra fenolftaleína (com certeza um produto farmacêutico). E teria dito: ‘é como uma moeda de prata, rolando numa escadaria de mármore em noite de Lua’. Se foi uma história inventado pelos seus discípulos (como diz de forma lúcida o Carlos Gonçalves, seu sobrinho), parabéns então a quem imaginou tal história. Todavia, mesmo se é um mito, estas palavras poderiam perfeitamente ter sido ditas pelo AAG porque definem muito bem a sua visão poética do mundo.

 

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- Vasco Martins

 

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Diálogos pela Cultura

Brito-Semedo, 23 Out 15

 

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  Vasco Martins, Aguarela, 2013, de Hamilton Silva

 

 

- Pode a estética mudar o homem? Qual o papel do artista na construção da felicidade? Qual o seu lugar no desenvolvimento de Cabo Verde? Qual a sua contribuição para um mundo melhor?

 

Creio que antes de tentar responder às questões deste ‘painel’, podemos começar por definir o que é a estética e o que é a beleza, pois embora estreitamente relacionadas, constituem diferentes áreas da sensibilidade humana.

 

A estética é um ramo da filosofia que estuda a natureza da beleza, os fundamentos da arte ou mesmo da técnica artística, mas também a privação da beleza ou o que seja considerado feio ou ridículo. Na história ocidental parece que este estudo começou talvez com Platão, seguindo -se Aristóteles, mais tarde Kant, Hegel, etc. Todos com uma visão mais ou menos idealista, já que estudar algo que é ‘indizível’, porque na verdade é mais um sentir, uma perceção, uma sensibilidade, torna-se assim um estudo evasivo. Hegel foi mais perentório, depois de escreve sobre este assunto. No fim resumiu: ‘só é belo o que possui expressão artística’.

 

 

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Domingo, dia 18 de Outubro, Dia Nacional da Cultura, na PauTcha Arts, às 19,30h.

 

 

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Escadinha da loja Toi Duarte (Mindelo), onde Cesária gostava de se sentar

 

 

Vasco Martins e Tchalê Figueira cumpriram a promessa e já têm pronto "uma espécie de nostalgia da memória de coisas boas e menos boas que vivemos nesses anos, e a demonstração de ternura e admiração à Cesária".

 

A Esquina do Tempo publica, em jeito de pré-publicação, o Prefácio do livro.

 

 

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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