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Brito-Semedo, 31 Out 25

Chamaram-lhe “Campo de Trabalho de Chão Bom”. Trabalho, sim – o das pás e das picaretas, e o da propaganda que disfarçava a tortura com disciplina. “Chão Bom” – como se a terra do suplício pudesse ter nome tão manso.
Depois vieram os novos donos da liberdade, que depressa descobriram que o campo ainda servia. A liberdade chegou de uniforme. Mudaram-se as bandeiras, ficaram os muros – e o medo aprendeu o crioulo.
Agora fala-se em “Museu da Resistência e da Liberdade”. Bonito nome. Falta só resistir à tentação de varrer para debaixo do tapete os presos de 1974 e 1975 – esses que atrapalham a narrativa do heroísmo puro.
Enquanto o Tarrafal continuar a cheirar a verniz fresco em vez de memória viva, será apenas isso: um campo de trabalho ao serviço da mentira.
N.A. – Esta crónica faz parte da série Alfinetadas, onde se afinam ideias, se questionam anúncios e se convoca o bom senso, mesmo quando há confettis no ar.
– Manuel Brito-Semedo
Esquecer!? Ninguém esquece…
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